sábado, 6 de junho de 2015

Felicidade que a prece proporciona

Vinde, vós que desejais crer.
Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os benefícios.
Homens incrédulos!
Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece!
A prece! ah!... como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora!
A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões.
Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus.
No recolhimento e na solidão, estais com Deus.
Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam.
Vossa alma se desprende da matéria e rola por esses mundos infinitos e etéreos, que os pobres humanos desconhecem.
Avançai, avançai pelas veredas da prece e ouvireis as vozes dos anjos.
Que harmonia!
Já não são o ruído confuso e os sons estrídulos da Terra; são as liras dos arcanjos; são as vozes brandas e suaves dos serafins, mais delicadas do que as brisas matinais, quando brincam na folhagem dos vossos bosques.
Por entre que delícias não caminhareis!
A vossa linguagem não poderá exprimir essa ventura, tão rápida entra ela por todos os vossos poros, tão vivo e refrigerante é o manancial em que, orando, se bebe.
Dulçorosas vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e aspira, quando se lança a essas esferas desconhecidas e habitadas pela prece!
Sem mescla de desejos carnais, são divinas todas as aspirações.
Também vós, orai como o Cristo, levando a sua cruz ao Gólgota, ao Calvário.
Carregai a vossa cruz e sentireis as doces emoções que lhe perpassavam na alma, se bem que vergado ao peso de um madeiro infamante.
Ele ia morrer, mas para viver a vida celestial na morada de seu Pai. – Santo Agostinho. (Paris, 1861.)

Fonte: Evangelho Segundo Espiritismo
Capítulo XXVII
Pedi e Obtereis

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