domingo, 21 de junho de 2015

Dramas da Obsessão - Primeira Parte - Capítulo I

Yvonne do Amaral Pereira
Ditado pelo Espirito de Adolfo Bezerra de Menezes

Leonel e os Judeus

Nos Serviços do Consolador

“O Espírito mau espera que o outro, a quem ele quer mal, esteja preso ao seu corpo e, assim, menos livre, para mais facilmente o atormentar, ferir nos seus interesses ou nas suas mais caras afeições.” 


(ALLAN KARDEC — O Evangelho segundo o Espiritismo, Capítulo 10, ítem 6.)

Acerca desse sexto sentido que toda a Humanidade possui, a despeito de a maioria dos homens ignorar que o possui, uma vez que se desconhecem estes a si próprios, relatarei um fato que ficará como exemplo, ou padrão, para quantos análogos o leitor encontrar nos noticiários macabros da imprensa mundial, como da imprensa brasileira em particular, visto que, ao que se observa, os portes mediúnicos são ainda mais vastos no Brasil do que em outros agrupamentos terrenos, mais suscetível o seu povo, portanto, por mais apaixonado e vibrátil, de se deixar influenciar pelo Invisível.

Será esse dom entre a grande massa dos brasileiros, porém, um defeito? Será uma qualidade?
Diremos tão somente, furtando-nos a uma apreciação precipitada, que apenas se trata de um dom natural, e que ao seu portador cumpre não torná-lo causa de dissabores ou prejuízos para si ou para os outros, sem avançarmos na assertiva de que seja uma felicidade ou uma desdita o fato de possuí-lo.

A nós, no entanto, os trabalhadores do plano espiritual, cumpre o dever de esclarecer o leigo, como o espírita, de que a dita propriedade deverá ser cultivada sob princípios honestos e rigorosos, a fim de que não venha a se tornar motivo de desordem na boa harmonia íntima ou social do seu portador.

Um homem poderá possuir, por exemplo, dons literários, o que é sempre admirável, enobrecedor.
Na hipótese de não os cultivar honestamente, dirigindo-os sob princípios consagrados de Arte, Moral e Beleza, poderá desvirtuá-los e até servir com eles à deseducação dos leitores, contribuindo para o rebaixamento mental, moral e intelectual dos mesmos se, em vez de obras excelentes, passar a produzir literatura amoral, frívola, perniciosa ou gramaticalmente bastarda, enquanto a si mesmo se degradará, tornando-se indigno deles.
A palavra, vibração divina do Pensamento, o qual, por sua vez, será a essência do próprio Ser Supremo refletida na sua criatura, foi concedida ao homem pelas leis eternas da Natureza, para facilitação do seu progresso e engrandecimento, recurso precioso com que alindará a própria personalidade, para atingir finalidades gloriosas. 
Não obstante, há Espíritos que reencarnam padecendo a penalidade da mudez, porque dela se serviram, no Passado, para intrigas e calúnias, blasfêmias e insultos, discursando impropriamente, ainda, diante de assembleias numerosas, para incentivarem o erro e o crime, a hostilidade e a revolta, a inquietação coletiva e o assassínio nas guerras e até mesmo o desrespeito à ideia de Deus!

De forma idêntica será o sexto sentido de que tratamos, isto é, a intuição, ou a mediunidade em geral: — É um dom, eis tudo! Concedido pela Criação para a edificação, o progresso e a felicidade do seu portador, passível de progredir em possibilidades através do exercício, do tempo e das reencarnações, algo mais delicado, profundo e superior que os demais sentidos e que necessitará ser devidamente amado, respeitado e cultivado dentro dos postulados da Moral, da Justiça, do Amor e da Fé, a fim de que não se anule, como se anularia a visão de uma criatura que desde o nascimento vivesse às escuras, e se não resvale ao choque das impurezas humanas. Isso mesmo já vo-lo expôs com clareza absoluta o Instrutor por excelência da Terceira Revelação, encarnado na prudência e na austeridade de Allan Kardec. 
Mas porque vimos decifrando certa inércia mental entre os aprendizes atuais da mesma Revelação, eis-nos aderindo a um movimento de reexplicações daquilo mesmo que há um século foi dito e que agora procuraremos algo encenar ou romantizar, a fim de divertir uma geração enquanto tentamos instruí-la no melindroso assunto, geração que não dispensa a positivação dos exemplos. 
Aliás, o exemplo será, efetivamente, o melhor método... e gostamos de aplicá-lo sempre que no-lo permita o ensejo, por mais fácil reter o aprendiz, na memória, o ensinamento necessário, através dele. 
Há dois mil anos, o Mestre da Seara em que militamos criou a suavidade das Parábolas, cujos atraentes rumores ainda ecoam em nossa sensibilidade, ensinando-nos lições inesquecíveis. Seus obreiros do momento criam, ou traduzem da realidade da vida cotidiana, tal qual Ele o fez, a exemplificação dos romances, ou lições romantizadas, expondo teses urgentes, ensinamentos indispensáveis, no sabor de uma narrativa da vida comum. É o mesmo método de há dois mil anos, criado pelo Divino Mestre, para instrução urgente e fácil das massas...

Assim sendo, o caso que vos contarei em seguida é perfeitamente verdadeiro e não uma ficção. Corrobora ele a assertiva de que a mediunidade é dom natural que convirá ao seu portador não ignorar que a possui, mas sim estudá-la, aceitá-la, cultivá-la, educá-la em princípios sérios a fim de se eximir a perigos fatais.
A personagem, aqui figurada com o nome de Leonel, possuía dons mediúnicos. Porém, tratando-se de um livre-pensador, cujo orgulho repudiava qualquer tendência para as questões metafísicas, e que ao Espiritismo preferia ridiculizar num combate chistoso e desprezível, ignorava-se a si mesmo, desconhecendo, voluntariamente, que em sua própria natureza humana carregava a possibilidade de se deixar influenciar e dirigir pelos habitantes do mundo invisível, cuja existência absolutamente não admitia.
Assim sendo, passemos à sua atormentada história ao lado dos seus perseguidores judeus do plano invisível.

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